dica do Gustavo
(Source: thewoodyallenquotes)
Ellen Page e Jesse Einseberg são o casal do próximo filme do Woody Allen, “The Bop Decameron”.
Nem é uma notíca nova, mas achei válido alertar que lá vem um casal que tem tudo para se tornar o queridinho dos hipsters, indies e tal.

Mas ok. Isso é até fácil de imaginar acontecendo.
Agora imagina o Woody Allen pirando em fazer um série de filmes com eles sendo o casal sempre? Relembrando momentos tipo Diane Keaton e Woody Allen? Seria bem massa.
Se ainda não sabe desse filme novo do Woody só aviso que no elenco tem também Pénelope Cruz e Alec Baldwin.
Não sei se era inocência minha na época ou outra coisa, mas quando assisti “Celebridades” de Woody Allen só conseguia ver o Kenneth Branagh, que estrela o filme, imitando os principais trejeitos de quando Woody atua.
Quem assistiu “Meia Noite em Paris” com certeza também deve ter reparado que Owen Wilson tem seus momentos Woody Allen, especialmente nas discussões.
No livro “Conversas Com Woody Allen”, de Eric Lax, o diretor comenta essa marca em sua obra:
“Mas o Kenneth não estava imitando, certamente não no sentido em que o Philip Seymour Hoffman recriou Capote. Mas isso virou uma coisa muito chique de dizer sobre os personagens dos meus filmes, que o John Cusack em “Tiros na Broadway estava me representando, e o Will Ferrell em “Melinda e Melinda” estava me representando. Teve gente que disse que até o Jonathan Rhys-Meyers em “Ponto Final” estava fazendo o personagem Woody Allen.”
Esse vídeo evidencia as tais semelhanças - seja em decorrência da semelhança na atuação ou nos personagens que Woody Allen escreve. Até Rebecca Hall entra na turma de imitadores. Uma boa observação sobre sua obra.
A Retrospective of Woody Allen Surrogates from FilmDrunkDotCom on Vimeo.
(vídeo via Ronald Rios)
A Soko não só veste a camiseta do Woddy Allen. Ela também canta seu amor por ele.
Para fugir desse padrão L.A/paparazzi de muitas T-Girls aí vai uma bem alternativa.
Tanto na garota quanto no personagem da camiseta, que ironicamente faz parte da história do cinema, mas com uma boa distância de Hollywood.


Mario Vargas Llosa ganhou na quinta-feira passada o Nobel de Literatura pelo conjunto de sua obra. Como premiação levou para casa mais ou menos uma quantia que equivale a três milhões de reais.
Logo que o anuncio foi dado surgiram, como sempre, diversos leitores de Llosa no Twitter. Alguns falsos, alguns verdadeiros, mas sempre é de se estranhar o grande número de pessoas que nunca citaram o autor se declarem fãs repentinamente. Tudo bem, não é porque você está calado que não tem opinião, mas que deixa a gente desconfiado com tanto silêncio, isso deixa. Eu nunca li uma linha dele, tenho que admitir sem orgulho. Defeito sério.
Entre os tantos tweets sobre o escritor me chamou atenção o que comentava a injustiça da premiação do escritor ser muito semelhante ao do próximo vencedor do reality show “A Fazenda”. Sério mesmo? Será mesmo tão injusto? O próprio Llosa já acha injusto que ele ganhasse o Nobel. E o Borges que nunca foi reconhecido. O Kafka, o Proust.
Como comparar um Nobel com um programa de TV?
Esquisito demais. É uma idéia estranha pensar que a premiação vale tanto quanto o trabalho. Mais estranho é notar que a maioria realmente parece se interessar mais no reconhecimento do que no fazer. Não importa se é Nobel ou reality show, parecem querer só um troféu qualquer para chamar de seu. E o que você fez para ganhar isso? Dane-se também.
Acredito em outras coisas, outros valores. O trabalho é o mais importante - e essa é uma lição que tirei do Woddy Allen. Se não existe prazer no processo pode esquecer, não é a bajulação posterior que resolverá seu problema. É como o Emicida diz em seu novo disco na faixa “Velhos Amigos” - “Pois swatch não tem valor, tem preço”.
Não existe injustiça com Llosa, seu Nobel e seu dinheiro. O valor da premiação é alto o suficiente e no fundo o interessa para Llosa e para seus leitores é sua obra. Ele nunca saberá o que foi a Fazenda e vice-versa. Bom para os dois.

Todo filme do Woody Allen tem a mesma crítica: ele se repete.
Que mal há nisso? Depois da dupla Cruz/Johansson o novo filme dele segue a fórmula de dupla de beldades. Bruni/Cottilard
Vai reclamar mesmo?
“Midnight Paris” está sendo filmado e estréia só ano que vem.
via entretenedor:
Hoje é aniversário de um dos maiores pensadores da comunicação, Marshall McLuhan. Depois de ver os posts do @blogdobracin, me lembrei da participação do mestre no filme do Annie Hall do Woody Allen
Talvez seja fácil descobrir porque muitos odeiam Wooy Allen. Seus filmes contém um discurso muito claro e que ele insiste em repetir várias vezes - a vida é só algo sem qualquer sentido ou razão e que é cheia de dor e solidão e acaba rápido demais.
Isso se repete em muitos filmes, é uma filosofia do diretor, e ele como bom autor insiste em comprovar sua tese - e bem, seus roteiros confirmam isso muito bem. Tese que vai de encontro com o pensamento de muitos, poucos gostam de ser avisados que sua existência é um nada. Cutucar o sentido da vida é dolorido. E outra coisa, quem quer discutir isso?
Geralmente taxado como pessimista, por exaltar o excesso de infelicidade e a falta de razão, não se nota que Allen faz um elogio a vida. Essa coisinha incompreensível é sua grande paixão. Ao insistir na discussão, da qual muitos fogem, ele só prova sua paixão pela vida. Se não a amasse, não ficaria tão preocupado com seus defeitos, seus mistérios. É algo semelhante com sua paranóia com os relacionamentos.
Tanto que ele afirma no livro de entrevista feito por Eric Lax que seu desejo é se manter eterno sim, mas que seja no seu apartamento. Sua obra permanecer viva depois de sua morte é uma questão muito menor. Se ele não permanecer vivo que se dane o que acontecer com ela.
O monólogo final de Crimes e Pecados é um belo resumo das idéia de Allen e que estão espalhadas em mais filmes. Caso não tenha ainda visto o filme, evite o vídeo, óbvio.
”While we’re waiting for a cab I’ll give you your lesson for today. Don’t listen to what your teachers tell ya, you know. Don’t pay attention. Just, just see what they look like and that’s how you’ll know what life is really gonna be like.”
“Enquanto esperamos pelo táxi te falo a lição do dia. Não escute o que seus professores dizem, sabe. Não preste atenção. Apenas veja como eles são e isso vai te mostrar como a vida realmente é. “
today’s lesson

É provável que seja em Crimes e Pecados que se encontra uma das maiores concentrações de frases clássicas do Woody Allen que vivem espalhadas por perfis e sites da internet, obviamente sem qualquer tipo de referência.
Duas delas aqui.
A falta de sexo de Cliff, seu personagem no filme, rende a clássica.
- “Last time I was inside a woman was when I visited the Statue of Liberty” (“A última vez que penetrei uma mulher foi quando visitei a Estátua da Liberdade”)
Quando tenta explicar a sobrinha seu dilema por outra mulher cria uma das mais belas metáfora para explicar o problema entre a razão e emoção.
“É difícil fazer que sua cabeça e coração trabalhem juntos, no meu caso eles nem se falam”.