blogdobracin

Passei na Fnac ontem e impressiona o número de livros sobre os Beatles que tem lá. É coisa demais. E a grana disponível zero. Tive que ficar só folheando.

E aí passando pelo "O Pequeno Livros dos Beatles", biografia da banda em forma de quadrinhos feita pelo Hervé Bourhis, caí nessa cena maravilhosa que não lembrava de ter visto antes. Clique nela se quiser ver maior.

Demais, não? Olha a original:

 

Será que a prometida parceria dessa dupla rola um dia? 2012 tá aí pra isso, né? Deviam dar uma alerta para eles aproveitarem enquanto o Macca tem saúde. 

Se bem que pelo pique do Paul é mais provável o Damon ficar para trás antes. Mas isso é outro papo. 

Ótima tirinha do Adão, que saiu semana passada na Folha.

A dica é do nosso amigo, o Seu Felipe. Bela carta, né?

Mas segundo as regras, claras e propostas por Alexandre Matias, por Beethoven ser clássico e não pop, nada de t-girl para ele.

Porém, provando que somos brasileiros, há uma brecha na lei que salva toda essa história. Wagner & Beethoven

O último papel de Anna é a irmã de Scott Pilgrim, que aparece pouco no filme, mas você vai notar com certeza.

… sem ele. Um minidocumentário reunindo Angeli, Dahmer, Sieber e outros comentado sobre o mestre Laerte, que anda incomodando muita gente não só com seus desenhos - principalmente na fase atual, sem personagens, brilhante e inovadora (que o Angeli considera a principal coisa do humor brasileiro hoje), mas também assumindo há pouco tempo a prática do crossdressing. Nada mais Laerte do que isso. Como Angeli diz no doc, ele expõe preconceitos que a gente nem sabe que tem.

Assista e entenda melhor. O depoimento final do Angeli é bem foda. 15 minutos bem usados garantido.

 

Vi isso no twitter do @parada, que viu no Omelete.

O autor de hoje é o Márcio Padrão, dono de um dos meus guias, o Quadrisônico. 



Todo mundo devia conhecer: Alan Moore 

Fui convidado para esta seção do blog de Vinícius e daí fui fazendo um brainstorm. Tem muita coisa que eu queria que as pessoas conhecessem, mas a maioria dessas coisas já são merecidamente conhecidas e reconhecidas. Beatles, R.E.M., Kubrick, White Stripes, Marvel, Star Wars… 

Até que me deparei com um cara que, vai lá, é considerado um ícone absoluto, mas em uma mídia que, mesmo com o reconhecimento evidente dos últimos anos, ainda é um nicho se comparado ao cinema e à TV, por exemplo. Então as pessoas que ainda não conhecem e/ou não leram nenhum trabalho dele deviam conhecer Alan Moore. Imediatamente. 

Não pretendo expor aqui a biografia inteira do cara, mas um resumo rápido se faz necessário. Este britânico barbudo de 57 anos é provavelmente o melhor autor de quadrinhos de todos os tempos. Não quero assim desmerecer gente do altíssimo calibre de Will Eisner, Stan Lee, Grant Morrison, Osamu Tezuka, Itto Ogami, Albert Uderzo, Frank Miller, Neil Gaiman e lá vai lista. Mas é que se alguém já leu umas três obras dele - ou até uma, dependendo do caso - vai entender que não está encarando coisa pequena. 

Como quase todo gênio, Moore não é fácil de classificar. Até mesmo pela natureza de suas escolhas; assim como Stanley Kubrick, fez questão de trabalhar com qualquer gênero narrativo no qual pudesse imprimir sua marca. Fez super-herói, ficção científica, erótico, aventura pulp, história de monstro, e causou sua revolução em cada um desses.

 Entretanto, certas coisas podem ser comuns ao estilo de Alan Moore. Ele faz algo como uma contracultura pop contemporânea, oscilando aspectos como misticismo, política, horror, teoria do caos, sensualidade e heroísmo - tudo ao mesmo tempo sem perder de vista um caminhão de referências em diversas áreas e artes e uma grandiloquência que faz jus às suas pretensões - que, diga-se de passagem, são imensas na maioria das vezes.

 Com a saga anarco-futurista “V de Vingança”, em 1982, foi descoberto. Escrevendo por algum tempo nos anos 80 o Monstro do Pântano, personagem de horror da DC Comics, foi apresentado ao mundo. Com “Watchmen” e “Batman - A Piada Mortal”, revolucionou para sempre não apenas o universo dos super-heróis, mas imprimiu um nível nais elevado de profundidade filosófica e estética a ser alcançado pelos quadrinhos enquanto arte. 

Com o “documentário” em HQ sobre Jack o Estripador “Do Inferno”, já nos anos 90, mostrou que o quadrinhista não pode se privar de uma boa pesquisa de campo para contar histórias complexas - ainda mais se forem verídicas. Com “A Liga Extraordinária”, experimentou o quanto pôde seu imenso caldeirão de referências sem perder a pegada pop. 

Tem mais, claro. Mas você precisa conhecer, não é verdade? Talvez seja importante destacar que até ele teve seus pecados, portanto se alguém quiser te convencer que os trabalhos dele para a Image Comics são bons, desconfie. 

Por hora, só te deixo com uma frase de Alan Moore - posta nos lábios esticados do Coringa - que talvez sintetize o cara mais do que tentei aqui: “Assim quando você estiver dentro de um desagradável trem de recordações, seguindo para lugares do seu passado onde o riso é insuportável… lembre-se da loucura. Loucura é a sala de emergência”.

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Quer participar do “Todo mundo devia conhecer”? Mande seu texto, parágrafo, foto, desenho, o que for, sobre aquilo que você acha que todo mundo deveria conhecer para o meu e-mail: vinicius.bracin@gmail.com 
Participe!

Olha essa tirinha do Henrik Lange, resumindo “O estrangeiro” do Camus, que eu vi no blog do Almir de Freitas. Demais.

clique na imagem para visualizar melhor.

O Henrik resumiu mais 89 clássicos da literatura em 4 quadrinhos, como o Almir disse, um exercício de síntese e bom humor. Leia o post dele para saber mais. 

Já tinha comentado sobre os quadrinhos do Woody Allen indicando um post da Juliana Cunha que explica a história toda. 

Agora lendo o blog da Raquel acabo de descobrir que a Desiderata vai lançar aqui no Brasil a coletânea das tirinhas. Muita alegria.

Sempre boa a noticia de que um livro que só estava disponível via sebos ou na versão importada vai ficar fácil de comprar.

PS: Li, escutou? Fácil de comprar! 

Não sei se já disse isso, mas minha filosofia de vida vem quase toda do Calvin.

Não sei se já disse isso, mas minha filosofia de vida vem quase toda do Calvin.

foto sequência #4
Calvin

foto sequência #4

Calvin

Notícia horrivel logo pela manhã, principalmente para os fãs de quadrinhos, para quem gosta da turma que fazia os Los Três Amigos (Laerte, Glauco, Angeli e Adão).

Deixo o link do Último Segundo aqui com maiores detalhes.

Triste pra caramba. Covardia. E justamente quando ontem tava pensando o quanto tenho medo do crime covarde, a violência aleatória. Diferente de tantos tipos de violência onde as vítimas “procuram” o problema (brigas de torcida, agressão no trânsito, etc) essa que parece ser inevitável mesmo diante da postura mais tranquila. Assustador, revoltante e triste. Nosso mundinho besta.