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Que tal um show quase completo do Nirvana em 1990 mesclando o repertório do primeiro disco e do Nevermind e ainda sem Dave Grohl?

Pois aqui está uma apesentação da banda em Cambridge para um público de 60 a 75 pessoas nestas condições.

01 Live Set by Duane Bruce

No set list:
“School”
“Love Buzz” (Shocking Blue cover)
“Dive” “Scoff”
“About a Girl”
“Spank Thru”
“Breed”
“In Bloom”
“Big Cheese”
“Molly’s Lips” (Vaselines cover)
“Been a Son”
“Stain”
“Negative Creep”
“Blew”
“Stay Away”

Esse é o set-list na integra. A gravação oferecida pelo DJ Duane Bruce, o carinha que faz a introdução do Nirvana neste show, morre depois de “Stain”.

A nota do Blog do site The Boston Phoenix, que trouxe o bootleg a público, afirma que alguns fãs tem essa gravação completa. E bem, é verdade.
No site http://nirvanabootbrasil.blogspot.com dá para baixar a apresentação completa.

Então é conferir no Soundcloud e baixar depois. A versão de “Stay Away”, ainda cantada como “Pay to Play”, é foda

Alguém lembra de mais versos que ganharam novos sentidos quando o artista morreu?

De cara, lembro do “And I swear that I don’t have a gun” (E eu juro que não tenho uma arma) em “Come As you Are” do Kurt Cobain.

Mais algum? Mande dicas. O que chegar de legal vou acrescentar no post.

Update. 

Dica da Izadora Pimenta - “Hurt” com Johhny Cash

E que dica, né? Não é só um verso alterado. É uma canção inteira com novos significados após a morte do artista. 

E esse caso é mais curioso ainda porque Cash, definitivamente, já tinha ampliado e melhorado a canção do Nine Inch Nails apenas pelo fato de ter feito sua versão.

Com sua morte, praticamente um ano após o lançamento de “Hurt”, a música (e especialmente o clipe) ficou maior ainda. Praticamente um epitáfio prévio. 

Adivinha onde já está o recém lançado dvd do Nirvana com a apresentação no Paramount?



parte 2
, parte 3, parte 4 , parte 5, parte 6, parte 7.

Update 28/09: Um streaming oficial está disponível, mas é por pouco tempo. Corre se quiser ver.

Acordei com esse lado B do “Nevermind”.

Um sonho saber que o vídeo desse show será lançado na íntegra.

É um dos meu trechos favoritos na biografia do Cobain.

O áudio do show tem fácil no youtube.

Enquanto a capa da Ilustrada desse domingo celebra os 20 anos do “Nevermind”, que faz aniversário dia 24 deste mês, outra facção grunge também está celebrando seus 20 anos.

O Pearl Jam para celebrar seu aniversário montou uma festa com Mudhoney, Queens Of The Stone Age, Strokes e mais outras bandas para tocarem por dois dias em Alpine Valley. 

Havia a promessa de surpresas. E elas aconteceram. Chris Cornell apareceu durante o bis e promoveu um retorno do Temple of Dog tocando três músicas do grupo e uma do Mother Love Bone durante o bis.

(Para quem não sabe vale contextualizar: O Temple of Dog é uma banda tributo para o vocalista Adrew Wood, do Mother Love Bone, que morreu de overdose em 1990. Formado por Chris Cornell e Matt Cameron do Soundgarden, Jeff Ament e Stone Gossard do Mother Love e dois caras novos em Seattle Mike McCready e Eddie Vedder o grupo é a origem do Pearl Jam. Que teve inicialmente Ament, Gossard, McCready e Vedder e depois em 98 a entrada de Cameron.)

Fora isso teve Eddie com Strokes, Julian Casablancas com o Pearl Jam, Josh Homme com o Pearl Jam, entre outras coisas ótimas. E ontem foi só o primeiro dia. Olha os vídeos de algums momentos especiais e o set list completo:

Strokes com Eddie Vedder:

“State of Love And Trust”com Dhani Harrison

Pearl Jam com Josh Homme:

Pearl Jam com Julian Casablancas:

E os quatro momentos com Chris Cornell:

 

  1. Release 
  2. Arms Aloft (Joe Strummer & The Mescaleros cover)
  3. Do The Evolution 
  4. Got Some 
  5. In My Tree 
  6. Faithfull 
  7. Who You Are (With Liam Finn, John Doe, and … more)
  8. Push Me, Pull Me 
  9. Setting Forth (Eddie Vedder song)
  10. Not For You (with Julian Casablancas)
  11. In the Moonlight (with Josh Homme)
  12. Deep 
  13. Help Help 
  14. Breath 
  15. Education (with Liam Finn)
  16. Once 
  17. State Of Love And Trust (with Dhani Harrison)
  18. Better Man 
  19. Wasted Reprise 
  20. Life Wasted 
  21. Encore:
  22. Rearviewmirror 
  23. Stardog Champion (Mother Love Bone cover) (with Chris Cornell)
  24. Say Hello 2 Heaven (Temple of the Dog cover) (with Chris Cornell)
  25. Reach Down (Temple of the Dog cover) (with Chris Cornell)
  26. Hunger Strike (Temple of the Dog cover) (with Chris Cornell)
  27. Love, Reign O’er Me (The Who cover)
  28. Porch 
  29. Encore 2:
  30. Kick Out the Jams

Aproveitando esse momento sugestões aqui no blog, fica mais uma dica aí. Que não é só minha.

O Weezer devia apostar na carreira de covers e desistir de tentar fazer trabalhos novos. Urgente. 

Já tinha falado isso no twitter e é até um assunto meio batido, mas vale o registro.

Principalmente por ser uma ideia que surgiu coletivamente. Não deve ter uma pessoa que ao notar os montes de covers que eles fazem e os posts dedicados a eles em blogs por aí que não imagina essa situação perfeita (foi mal, não resisti). 

via with-lasers:

*** Nevermind, do Nirvana, em números (da Spin) ***

via with-lasers:

*** Nevermind, do Nirvana, em números (da Spin) ***

Hoje é aniversário de um dos mestres do mashup: João Brasil.                                                       

Fui no site de seu projeto mais famoso, o 365 mashups - onde ele passou um ano postando uma música nova por dia - e escolhi cinco faixas para celebrar o dia do cara.

Let it injeção be (João Brasil) by lontramusic

Smells pra dançar (João Brasil) by lontramusic

Take me vida (João Brasil) by lontramusic

Chega de rebolar (João Brasil) by lontramusic

Climbing up the Origami (João Brasil) by joaobrasil

Estampando um especial sobre o Nevermind em sua capa, a Spin oferece o download gratuito do disco clássico do Nirvana com versões de diversas bandas.

Olha o tracklist:

Basta curtir a página da revista no Facebook, registrar o e-mail e fazer o download.

Ainda não escutei direito, mas arrisca aí. A versão do Titus Andronicus é bem boa.

Saiba mais sobre essa edição especial da Spin e o porque de Kurt estar com essa cara de morto vivo na foto. 

Grandes momentos da música

Olha essa foto do Dave Grohl e do Butch Vig acertando detalhes da bateria para gravar Nevermind. Momento definitivo, hein?

Tá no site do GQ, que reuniu outras fotos boas da banda.

      

Há alguma semanas Dodô Azevedo publicou em seu site um texto comentando sobre o “In Utero” e o mix feito por Steve Albini que vazou. A mixagem seria o “verdadeiro disco”. Fora o texto aproveitou e já linkou o bootleg para download - ótimo presente de um cara que conversou com Cobain.

Pelo twitter dava para acompanhar a empolgação de muitos fãs da banda com a novidade - eu incluso. Mas enquanto escutava as músicas e lia o texto fiquei com muitas dúvidas. As informações sobre a polêmica recusa da gravadora com o trabalho original de Albini e Cobain e as alterações feitas estavam desencontradas demais.

Por que o disco lançado em setembro de 93 tem assinatura de Steve Albini em todas as faixas, execeto em “Heart-Shaped Box” e “All Apologies” que tem a remixagem de Scott Litt, e o próprio declara que a versão veiculada em 93 é a que a gravadora e a banda quiseram? Quem refez o disco?

Dodô no texto joga toda a responsabilidade em Scott Litt. Se fosse assim ele não teria que assinar o trabalho todo? E, afinal, de que lado estava Kurt Cobain? 

Bem, Scott Litt não assinou o resto porque não fez mais nada. O que veio a público é o trabalho de Albini sim. Uma matéria da Revista Circus escrita por Ben Mothersole e publicada praticamente um mês depois do lançamento do álbum esclarece a história na versão de Kurt. 

O disco não foi remixado. Cobain conta na matéria que mais uma remixagem mataria a ambientação e o trabalho feito nas sessões com Albini. Porém na hora de masterizar tiveram a idéia de aumentar os vocais e o baixo. O trio tinha ficado semanas escutando o álbum e procurando o defeito que estava incomodando. Contrariando a lenda, a mudança foi decisão de Kurt, Krist e Dave. Decisão da banda e uma decisão artística. O resultado não agradava eles então tentaram corrigir.   

A história de pressão da gravadora se limita as duas faixas remixadas por Scott Litt. O Nirvana só cedeu nisso. Dá para imaginar que o pensamento da gravadora fosse algo como “dane-se o álbum e vamos garantir dois singles de sucesso”. Se eles pensaram ou não nessa opção é um exercício de imaginação. O fato é que eles realmente só lançaram aquelas duas músicas como single na época. 

Mas a confusão é tão grande que até no All Music, que é um site muito confiável, uma resenha credita a mixagem de “Heart-Shaped Box” a Steve Albini e ainda afirma que a força do baixo e bateria na faixa são coisa dele, quando exatamente essa foi retrabalhada por Litt. O erro tá publicado lá.

Se o All Music vacilou, resta uma fonte segura: Marcelo Orozco  

Marcelo é o autor de “Fragmentos de uma Autobiografia”, um dos melhores trabalhos sobre a vida e obra de Cobain. Via twitter Orozco foi claro, Albini recusa tanto o álbum que foi lançado quanto qualquer bootleg. Para Steve isso é apenas alguma fita que foi perdida no processo de gravação. E apesar do alarde recente a bootleg já circulava desde 2008.

Os sinal de que seria mesmo material retirado de uma fita velha foi percebido por muitos. Chiados e as bruscas alterações do volume lembram a audição de um K-7 velho - mp3 não tira esse “prazer”, vejam só, saudosistas. Mas Orozco reforçou: vale escutar o “mix Albini”, existem diferenças.

E realmente está ali uma versão crua do disco, os vocais estão em um volume bem mais baixo e o instrumental mais ruidoso. Um exemplo nítido de como a mixagem e volume fazem toda a diferença. No refrão de “Heart-Shaped Box” mixado por Scott Litt o vocal de Cobain cria um gancho muito marcante na música. É um berro, mas gruda - um truque do pop, o tal do “Nevermind 2”. Na versão sem polimento o instrumental “sufoca” o berro e tira a força do refrão. Isso para ficar em só um exemplo de como a “versão da banda” tem seus truques. Ainda que seja um disco barulhento e sujo demais para a gravadora que desejava mais hits.

Sobre “In Utero” concordo com Ben Mothersole em sua matéria: “Não é um disco difícil, nem anti-comercial”. A dificuldade em torno dele parece mais resultado do acúmulo de lendas e boatos multiplicado pelo suícidio de Kurt poucos meses depois. Na tarefa de valorizar o mito ficou a imagem do Cobain indie ao lado de Albini contra as majors. Ilusão. 

As mudanças forma ordem de Kurt. E a biografia de Charles R. Cross,” Mais pesado que o céu”, conclui que ele ficou satisfeito e considerava “In Utero” o seu grande trabalho. 

O que teria acontecido se…

Dodô imagina que Cobain estaria vivo em tempos de Facebook, MySpace. Não acho. Esses meios não eliminariam a grande dúvida dele. Como Marcelo Orozco define em seu livro, no capitulo dedicado ao álbum, o que derrubou Cobain foi a escolha entra fazer algo bom e seguir a vida ou sabotar tudo e desaparecer.

E Kurt sempre teve esse complexo, uma série de atitudes para vender bem e garantir dinheiro e outras para fugir do mainstream. Como Ricardo Alexandre resume bem, em uma resenha sobre o show de 93 no Brasil, parecia que Kurt botava mesmo fé na luta honestidade versus modinha. A opção em produzir com Albini e depois mexer no disco insatisfeito é só mais uma dúvidas que derrubavam Cobain no fimzinho daquele 93. 

Outro hit que está em tudo que é blog:

Mais crimes contra Cobain:

Mandem mais casos de crime nos comentários.

Vez do Tomas:

A primeira de 2011 vai para a Cantora, compositora, dançarina, atriz e modelo norte-americana  Ashley Tisdale passeando pelas ruas com sua camiseta de Nirvana