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Agora um vídeo decente do rap do Chico pro Criolo. Esquisito, né? 

E meu textinho sobre essa aprovação do Chico rendeu. Até o Ganjaman retwittou. Já leu? Comenta lá.

Ganhar um sim do Chico é mérito ou não?

Se a produção ainda não era foda, as letras já eram bem boas nos tempos do Criolo “pré-Nó Na Orelha”.

Dono de uns dos melhores memes do ano, Chico Buarque pode superar ele mesmo se alguém for rápido o bastante para pegar a foto dele com o Criolo e mandar uma legenda com o título deste post. Quem se habilita? 

Brincadeira à parte, depois da citação ao rapper em seu show, esta foto postada no Facebook do Criolo marca de vez a “aprovação” do Chico ao rapper.

Haters gonna hate, mas ganhar um sim do Chico é importante, queira ou não queira. Abraçar o cara e agradecer ou repudiar e desdenhar são dois tipos de postura que entenderia de qualquer um nessa situação. Seriam coisas equivalentes.

Fato é que ambos estariam circulando pelo mesmo radar. Um radar mais amplo. Essa é a conquista. Artistas bons precisam ficar populares e o Criolo ainda não chegou lá. Para isso, fazer bons amigos é um ótimo passo. E isso é bem diferente de puxação de saco e lambeção, coisas que com certeza os críticos vão apontar ao ver a foto. 

No seu “rap” o próprio Chico tratou disso e até inverteu a situação. Foi o Criolo que aceitou ele. 

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E a acendente do rapper não para. Só hoje, além da fotinho, Criolo compartilhou no Face a conquista de 500 mil views do primeiro vídeo de "Não Existe Amor em SP" e o início da pré-venda de um show no Cine Joia em dezembro, que servirá de lançamento para o clipe de “Freguês da Meia-Noite. Por enquanto, é o último show dele em 2011. Tô meio querendo ir. Será foda.

Que 2011 o cara fez.

Já escutou esse papo do começo do mês com o Criolo no Trip Fm? Dá para escutar a conversa de mais ou menos 40 minutos no site do programa. Ainda rolam músicas do Gil Scott-Heron, do Mayer Hawthorne e do próprio Criolo.

Podia fazer um resumo com os destaques do que ele falou, mas o vídeo resolve esse detalhe:

Só para completar a overdose de Criolo. Programa “Ensaio” com ele exibido na Cultura.

Mais no canal do Youtube.

"Domingo à tarde" com Criolo é muito bom.

Se não conhece a original do Nelson Ned essa é a hora.

Mais um pedacinho do show do Criolo em Ribeirão. Agora via Netinho.

Não bastar só ler sobre. Por que não assistir o show do Criolo em Ribeirão também, né?

Vai no canal do Gallo no Youtube. O cara filmou boa parte da apresentação por aqui. Vai lá para ver.

Aqui no blog deixo o samba “4 da Manhã”. Ouça.

Há duas semanas vi o show do Criolo no Sesc Ribeirão e foi a melhor explicação que pude ter sobre ele. Algo que matérias, entrevistas e fóruns de discussão não conseguem fazer por mais que tentem - talvez, essa resenha inclusa.

Um show grandioso em sua simplicidade. Resumido no choro, nos pulos e na presença de palco do Criolo. Lotado tanto por quem conhecia o rapper por quanto quem o descobriu cantor recentemente.

Criolo recebeu todos muito bem. Receptividade dentro e fora de palco. Qualquer um podia chegar no camarim do cara depois do show, desde que enfrentasse uma fila até que razoável. 

O clima do show foi ótimo o tempo todo - platéia respondendo, roda de b-boys formada na frente do palco. E esquentou especialmente quando Criolo conversou com a platéia explicando a razão do disco “Nó na Orelha” existir. Falou do encontro com Ganjaman e de onde nasceu a ideia de registrar um repertório que não era essencialmente novo.

Nesse momento Criolo pede desculpas por seu sucesso. “Não era a intenção”, ele diz. A platéia vibra e responde com força. Só quem já viu um show do Criolo pode falar se isso é rotina ou não. Eu não sei. De qualquer maneira, ensaiado ou não, soou sincero. Talvez um pouco irônico, mas não posso afirmar isso.

Fato é que a  platéia toda comprou a ideia e o show pegou fogo, com perdão do clichê. E realmente, quem escutou os sons tocados na sequência com certeza pensa que Criolo não precisa pedir desculpa alguma pelo reconhecimento.

Se supostamente ele faz sucesso hoje só pelo hype, não pareceu ser o caso em Ribeirão. Boa parte da audiência mostrou conhecer o rapper de “Ainda Há Tempo” e de “Cerol”, faixa que encerrou o show. A crítica que Criolo faz som de negro para branco de classe média escutar não colou aqui.

O hit “Não existe amor em SP” foi cantado por todos, mas não foi o destaque. O público respondia em todas. “Sucrilhos”, “Grajauex”, “Samba Sambei”. Até mesmo o cover de Nelson Ned “Domingo à tarde” foi bem recebido.

Além de canções, o rapper capricha em pequenos números como o sambinha “4 da manhã”, composto quando foi marcar uma consulta média para a mãe, e sua versão para “Cálice” de Chico Buarque e Gil. 

E não posso esquecer de comentar a participação especial de Curumin na bateria durante todo o show. Com certeza um ingrediente bem especial. Nota dez.

Como disse, o show explicou o que Criolo é. Basicamente, se tudo a respeito do dele for farsa, conversa mole, arquitetado, arrajado ou qualquer outra paranoia, preconceito - escolha sua opção, afinal são tantas - aqui em Ribeirão isso não fez muita diferença.

Criolo mostrou ter uma coleção de canções fortes, coerentes e apresentou tudo isso muito bem. Acho que é o que interessa, não? O público parece que entendeu. Criolo é um bom artista. As discussões sobre ele vão continuar e muita coisa vai ficar sem resposta definitiva, mas essa parte eu já entendi.

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A foto do post é da Thais e resume melhor o show do que qualquer coisa que eu tenha dito. Passa no Flickr dela pra ver mais.

Veja também as fotos Analídia. Foda.

Tags: criolo música

No dia 19 de setembro fiz dois posts envolvendo o Criolo. Um diretamente e um indiretamente.

Meu objetivo era fazer um “aquecimento” para uma série de posts sobre o cara, porém um monte de imprevistos rolaram e acabei não postando tudo como queria. 

Agora seguem aí estes posts perdidos. Basicamente uma resenha do show que vi dele e vários outros posts relacionados a ele.

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Nem sei se importa, mas achei que valia a pena contextualizar essa overdose de posts sobre um artista só sem razão específica.

Me liguei no disco novo do Kiko Dinucci via o texto/polêmica sobre o Criolo do Pedro Alexandre Sanches. Pode me julgar. Mas não acho que faça muito mal chegar um pouquinho atrasado. São discos demais para escutar. E minha última semana foi bagunçada demais, mas isso não interessa.

Em “Metá Metá”, que pode ser baixado aqui, de cara já curti uma linda versão para “Trovoa”, canção do Maurício Pereira.

Dona de um violão marcante e forte em sua versão original ela é desmontada por Danucci, Juçara Marçal e Thiago França e fica tão bela quanto a feita por Maurício. Ouça: 

E quando fui atrás desse vídeo de Canto de Ossanha do Powell e do Vinicius encontrei Criolo, Rael da Rima, Terra Preta e Marcel Powell tocando Vinicius em um Som Brasil de 2007. Consegue reconhecer o Criolo? Nem parece o cara.

Não é uma novidade, mas resolvi postar pela curiosidade. Assista:

Samba da Bênção + Ainda há Tempo



Canto de Ossanha

O Morro Não Tem Vez

Minha música favorita no disco do Criolo se transformou numa pedrada ainda mais forte na sua versão clipe.

6 minutos intensos que trazem diversos flashbacks do Criolo criança e jovem mostrando sua relação com o tiozin da barbearia.  

Fica a dúvida se o roteiro é baseado em alguma história real ou não. Vou ficar de perguntar isso para ele. Tenho que tentar essa entrevista. Ansioso para conferir o show.

Shows de Criolo e Emicida divididos pelo espaço de uma semana em Ribeirão. Quem diria, hein? Demais ver dois dos principais nomes deste ano por aqui. Oportunidade rara. Espero que muitos aproveitem.

O Emicida toca no Goa Lounge numa sexta, dia 9 de setembro. Os ingressos já estão à venda na Switch Skate Shop, que fica na Rua Marcondes Salgado, 619. R$ 25 homens e R$ 20 mulheres.

Já o Criolo toca no Sesc Ribeirão dia 15 de setembro, parte do projeto Mistura Boa. Preços, local e horário no site do Sesc.

Para esquentar o clipe do Emicida com participação especial do Criolo. Toma.

Depois de aparecer no Altas Horas Criolo segue sua conquista do mundo.

Vai cantar com o  Caetano “Não Existe Amor em SP” no VMB deste ano. Quem afirma é a Mônica Bergamo na Folha.

Imagem do post “Três vídeos: Criolo ao vivo em São Paulo” do Scream & Yell. Foto da Lili Callegari.